A atual configuração territorial estadunidense é resultado de sucessivas anexações, tratados e compras de territórios, algumas vezes obtidos por meio da luta armada, sendo o México o principal prejudicado.
Vale lembrar que em 1823 o então presidente dos Estados Unidos, James Monroe, enviou ao Congresso uma mensagem que ficou conhecida com o nome de Doutrina Monroe. Nessa época, muitas colônias na América espanhola e portuguesa buscavam ou estavam obtendo a independência de suas metrópoles europeias. Diante da ameaça de reconquista de partes do território da América por países europeus, essa doutrina, cujo lema era “A América para os americanos”, advertia que, em nome de sua segurança, os Estados Unidos não permitiriam que nenhum país europeu restabelecesse domínio sobre qualquer território americano.
Além de interesses econômicos e do Destino Manifesto, a Doutrina Monroe também teve influência no expansionismo territorial interno, pois enaltecia o poder dos Estados Unidos.
No entanto, mais tarde, o peso dessa influência tornou-se ainda maior na política externa intervencionista praticada pelos Estados Unidos, principalmente sobre a América Latina.
À medida que os interesses econômicos dos Estados Unidos eram contrariados por governos latino-americanos, forças militares estadunidenses intervinham diretamente nesses países, por meio de ações militares, ou indiretamente, auxiliando opositores políticos internos a depor governantes latino-americanos.
Dica de filme: Amistad. Direção: Steven Spielberg. Estados Unidos: Dream Works SKG, 1997. Duração: 154 min.
O filme retrata aspectos da escravidão por meio da história de 53 africanos, transportados para serem comercializados em Cuba. Ao tomarem o comando do navio Amistad, na tentativa de voltarem para a África, são enganados pelos tripulantes e acabam chegando aos Estados Unidos.
Adas, Melhem. Expedições Geográficas. Moderna, 2015.
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